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Uma ode a Tays Villaca

Sempre com uma assinatura forte, Tays é uma artista “anfíbia”. Está acostumada a compor, tocar, cantar e produzir por conta própria.


Batom e barba no mesmo rosto. Independente das interpretações, que variam de indivíduo para indivíduo, essa combinação de elementos transborda as linhas e crenças de gênero e “normalidade”. Uma narrativa que encaixou no discurso do novo single de Tays Villaca “E no fim eu não voltei”. 

No clipe, com produção assinada por Thalyson Soares, Tays divide a cena com o bailarino André Melo, que transgride gêneros a cada movimento da dança. "`No fim eu não voltei’ é um ode a vontade de deixar pra trás tudo que é perfeito e seguro. O André foi a escolha certa para interpretar a sedução, a sensualidade e a segurança que eu queria transmitir. Acredito que a androginia dele deu mais personalidade ao clipe”, pontua a cantora e compositora.

 
Tays Villaca - E no fim eu não voltei (Feat. André Melo) (Official Video)
 
Tays Villaca
A música está disponível em todas as plataformas e faz parte de uma mudança estabelecida no que Tays já estava produzindo. “Sinto que são energias diferentes. ‘Meu mar’, meu single anterior, é uma intenção de agradecimento. Já ‘E no fim eu não voltei’ é uma música de final, de conclusão”. Ela define essa “nova onda” como uma vertente mais retrô, com uma roupagem nova. “Essa vibe nova, meio anos 80, se dá pela criatividade do Bruno (Feitoza, produtor da faixa). Ela nasceu com uma base instrumental que ele fez e me mostrou. A partir daí, eu pus a letra e a melodia”. 

Sempre com uma assinatura forte, Tays é uma artista “anfíbia”. Está acostumada a compor, tocar, cantar e produzir por conta própria. A versatilidade trouxe resultado. Em março, Tays foi convidada para se apresentar no Projeto Cada Canto, em Brasília. O festival celebra o Dia Internacional da Mulher, o poder e a pluralidade de grandes vozes femininas. 

Ela subiu no palco do Museu Nacional da República junto com Mariana Aydar, Ana Sucha e Mahmundi. “São três mulheres inspiradoras e que são referências musicais para mim. Estar com elas foi um combustível para acreditar no trabalho que faço, e não desistir”, diz. 

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