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Edição 122
Inspiração

Nunca é tarde!

Aos 76 anos, dona Ruth Ramos é uma das alunas mais assíduas do Kumon. Descobriu no método uma fonte de juventude!

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Bruna Scheidt
Ruth Ramos com a orientadora do Kumon, Karin Borges: aluna disciplinada

Dona Ruth Ramos é um exemplo clássico de “quando a cabeça pensa, o corpo não padece”. Não é à toa que aos 76 anos resolveu fazer Kumon. E de matemática ainda. “Eu sou jovem. Nem percebo a minha idade”, brinca.

Afora um sonho antigo de cursar uma faculdade, dona Ruth quis encarar o desafio por um simples motivo: melhorar a concentração e a memória. Começou o primeiro estágio em fevereiro deste ano. Em março, já tinha concluído. 
 
Apoio da família tem sido fundamental para a evolução de dona Ruth

Agora, cursando o sexto estágio, referente ao conteúdo do quinto ano do ensino fundamental, confessa um certo estranhamento com as frações. “Não é fácil, mas o fácil não tem graça”, diz, exibindo a nota 100. “Ela acertou tudo em todas as dez folhas. É muito disciplinada e, mesmo em meio ao murmurinho da sala de aula e rodeada de adolescentes, se concentra e produz com muita qualidade”, diz a orientadora Karin Borges. 
 
Nascida em Parnaiba, no Mato Grosso Sul, nunca se apertou com números. Sempre trabalhando no comércio, com açougue, mercearia, pastelaria e até pensionato, fazia as contas de cabeça. “Estudei somente até a quarta série primária em Três Lagoas, mas era um ensino severo”, conta. “Sempre quis fazer Direito, mas nunca pude. Tinha o trabalho, marido e quatro filhos pra cuidar. Hoje, penso em Psicologia”. Sobre o Kumon, é veemente. “Me sinto mais viva do que nunca”. 

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